Tradução EN — comparação de modelos
Cinco modelos traduziram o mesmo conteúdo PT→EN. Aqui o mesmo trecho sai por cada um, agrupado por domínio linguístico (cada domínio estressa uma habilidade diferente). Selecione as versões pelo seletor PT · EN1–EN5 no canto superior — versão e idioma são forma, não conteúdo, então aparecem só lá, não no menu.
| Modelo | Tipo | |
|---|---|---|
| EN1 | qwen2.5-coder:14b | local (Ollama) |
| EN2 | qwen3-coder:30b | local (Ollama) |
| EN3 | Claude Haiku 4.5 | cloud |
| EN4 | Claude Sonnet 4.6 | cloud |
| EN5 | Claude Opus 4.8 | cloud |
1. Prosa pessoal / narrativa
Testa registro e voz — o tom íntimo não pode soar robótico.
PT: Luto diariamente para superar a minha inevitável temporalidade deixando coisas boas por onde passo…
- EN1: I grieve daily to overcome my inevitable mortality, leaving good things behind wherever I go… → ❌ “grieve” (luto = lutar, não enlutar) e “mortality” (≠ temporalidade): dois erros de sentido.
- EN2: I grieve daily to overcome my inevitable temporality, leaving good things in my wake… → “temporality” certo, mas mantém “grieve”.
- EN3: I fight daily to overcome my inevitable temporality… → correto e natural.
- EN4: I struggle daily to overcome my inevitable temporality by leaving good things wherever I go… → registro ideal.
- EN5: I struggle daily… → idêntico ao EN4 em qualidade.
Verdito: EN4 ≈ EN5 > EN3 > EN2 > EN1 (erro de sentido).
2. Filosófico / abstrato
Testa precisão conceitual e fidelidade a um argumento (Platão, descoberta×criação).
PT: A fórmula já existe; nós descobrimos (Platão). A intenção preserva a descoberta crua; as saídas são a materialização. A regra emerge do uso — de baixo pra cima — não imposta.
- EN1: …we discovered (Plato). The intent… the manifestation… from bottom to top… → perde o “it”, intent (≠ intention), manifestation fraco.
- EN2: …we discovered it (Plato)… its materialization… from bottom to top… → correto; “bottom to top” travado.
- EN3: …we discover it (Plato)… bottom-up… not imposed. → limpo e idiomático.
- EN4: …we discover it… bottom-up — never imposed. → mais enfático e fiel (“não imposta”).
- EN5: …we discover it… from the bottom up — not imposed. → excelente, levemente mais formal.
Verdito: EN4 ≈ EN5 > EN3 > EN2 > EN1.
3. Instrucional / técnico
Testa terminologia (siglas: ODS→SDG) e clareza de instrução.
PT: Iniciar a exploração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (vídeo de introdução, vídeos por ODS de interesse, e conclusão)
- EN1: …videos on ODS of interest… → ❌ deixou a sigla ODS sem traduzir (deveria ser SDG).
- EN2: …videos of interest by SDG… → correto; ordem um pouco torta.
- EN3: …videos per SDG of interest… → claro e correto.
- EN4: …videos per SDG of interest, and wrap-up → claro; “wrap-up” é casual demais p/ “conclusão”.
- EN5: …videos for SDGs of interest, and conclusion → mais preciso.
Verdito: EN5 > EN3 ≈ EN2 > EN4 (registro) > EN1 (sigla).
4. Conversacional / datado
Testa estilo e convenções — o ×, o minúsculo intencional em “yuri”, sem Title-Case.
PT: Reunião yuri × Miguel: conteúdo × forma, método de estudo e experiências de aprendizado (login/autenticação), com warm-up sobre jogos para a próxima semana.
- EN1: Yuri and Miguel Meeting: Content × Form, Study Method… → ❌ Title-Case em tudo e perdeu o
×no nome — destoa do estilo. - EN2: Yuri × Miguel meeting: content × form… → bom; capitalizou “Yuri”.
- EN3: Meeting yuri × Miguel: content × form… → preserva o minúsculo.
- EN4: yuri × Miguel meeting: content × form… → preserva estilo e ordem natural.
- EN5: yuri × Miguel meeting: content × form, study method**,** and… → idem, com vírgula de Oxford.
Verdito: EN4 ≈ EN5 ≈ EN3 > EN2 > EN1 (estilo).
5. Termos de domínio / nomes próprios
Em todos: nomes (Alpha Scholars, Minecraft, Stanford, MS&E) e o glossário de tags (quadro→board, jardim→garden, missões→missions) saíram iguais — isso é tratado por regra fixa, não pelo modelo. EN1 também tende a Title-Case títulos curtos.
Recomendação (opinativa)
Adote o EN4 — Claude Sonnet 4.6. Este universo tem voz reflexiva e filosófica; o que importa é registro e fidelidade conceitual, não só sentido literal. O Sonnet acerta o tom (“struggle”, não “grieve”), preserva escolhas de estilo (minúsculo “yuri”, sem Title-Case), é idiomático e fiel (“never imposed”), e é mais rápido/barato que o Opus com diferença marginal.
- Premium: EN5 (Opus 4.8) — empata com o Sonnet, levemente mais formal. Use se quiser o teto absoluto de qualidade.
- Offline: EN2 (qwen3-coder:30b) — melhor opção local, sem nuvem; pequenas asperezas (“grieve”, “bottom to top”).
- Evite: EN1 (qwen2.5-coder:14b, o atual) — tem erros reais de sentido (grieve/mortality), sigla não traduzida (ODS) e Title-Case indevido.
Decisão de uma linha: promover EN4 (Sonnet) a
/en/canônico; manter o resto como forma comparável aqui.