Desenvolvimento: a recursão das tarefas
Pensa como um jogo: matar o boss exige tarefas menores; cada tarefa, tarefas ainda menores. Trabalho e desenvolvimento se quebram recursivamente — a mesma forma em escalas diferentes (um fractal). Desce até cada peça ter um “feito” claro.
1. A recursão do trabalho
Objetivo → Metas (SMART) → Épico (user story) → DoD (Dado/Quando/Então) → tarefa
Cada nível é um objetivo menor com o seu próprio critério de pronto. Para quando a tarefa tem um DoD binário (feito / não feito). Ver Objetivos e o quadro.
2. A recursão do desenvolvimento
A história do código tem a mesma árvore:
Versão (release) → commits → diffs → linhas
Cada commit é uma tarefa com um DoD (o critério cumprido). O tipo do commit conta a história — é o que escrevemos no autenticação.
Conventional Commits — exemplos reais deste universo
| Tipo | O que é | Exemplo (deste projeto) |
|---|---|---|
feat | nova funcionalidade | feat(i18n): espelho EN + seletor PT/EN |
feat | nova funcionalidade | feat(quadro): kanban nativo com filtro por missão |
fix | corrige um bug | fix(i18n): links de PDF apontavam para /en/ (404) |
fix | corrige um bug | fix(quadro): pipe de wikilink quebrava a tabela |
docs | documentação | docs(diario): nota da reunião 25 jun |
chore | manutenção/config | chore(deploy): pipeline assemble+traduz+build |
SemVer — a régua (MAJOR.MINOR.PATCH)
feat→ sobe o MINOR (nova capacidade, compatível).fix→ sobe o PATCH (conserto, compatível).- quebra incompatível → sobe o MAJOR.
O changelog (Changelog) é a projeção legível dessa história: Added (feats), Fixed (fixes), Changed, com link para cada commit. Concisão = só o que muda para quem lê; comprehensão = nada relevante de fora.
3. Por que isso fecha o ciclo do método
A mesma recursão do método, em duas linguagens:
| Trabalho | Desenvolvimento |
|---|---|
| Objetivo (visão, amplo) | MAJOR (a grande mudança) |
| Meta / Épico (entrega) | feat → MINOR |
| Ajuste / correção | fix → PATCH |
| DoD (Dado/Quando/Então) | os testes/critérios que dizem que o commit está pronto |
A subjetividade mora na métrica do objetivo; a objetividade, no DoD do commit. Quebrar bem é descer até onde o “feito” deixa de ser opinião e vira verificação.